Esteves sem Metafísica no NOS Alive
ESTEVES SEM METAFÍSICA apresenta o seu disco de estreia de.bu.te. no NOS Alive a 11 de julho
Esteves sem Metafísica nasceu Teresa, em 1991. Cresceu em Arruda dos Vinhos, onde a paisagem e o silêncio se tornaram matéria-prima da sua escrita e da sua música. Formada em Artes e Humanidades pela Faculdade de Letras de Lisboa, iniciou o seu percurso criativo entre a crítica literária e musical, publicando ocasionalmente na revista Brotéria desde 2018.
Em 2023, publicou, em edição de autor, o livro de poesia, A Morte não tem Pátria, um exercício de lucidez e desassombro que marcou o início de uma voz rouca no panorama contemporâneo português. No final de 2024, realizou uma residência artística em Cernache, onde compôs duas das canções que constam do seu álbum de estreia, de.bu.te., um trabalho que cruza palavra, som e textura, num gesto de libertação do excesso, de reconciliação com o quotidiano, e do reconhecimento da fragilidade como inesperada fonte de fortaleza.
Inspirada pela personagem de Álvaro de Campos em Tabacaria, Esteves sem Metafísica assume o desassossego como método e a dúvida como ponto de partida. A sua ligação antiga aos Beatles, o assombro pela cultura irlandesa, a literatura como companheira dos silêncios, e o Fado como amante secreto (um antigo amor não correspondido), são testemunhos de um imaginário que combina melancolia, humor, intensidade, leveza, e uma curiosidade obstinada pela imperfeição humana.
No dia 11 de julho chegará ao Coreto Stage do NOS Alive para apresentar de.bu.te. cujo single redenção está há 4 semanas no TOP3 do A3.30 da Antena 3, que representa o voto do público.
“Deste concerto pode esperar-se: uma epopeia sem heróis fantásticos, turbulências e apoteoses a lutar pelo pódio, uma filarmónica a tratar o coreto por tu, e a energia de quem treme mas sabe que está no sítio certo.” – Esteves sem Metafísica
Já há fumo branco a sair do refugado do próximo álbum. Já há tanta ou tão pouca metafísica como no primeiro. É qualquer coisa entre o passo lógico e uma viragem a 157º. No tabuleiro, desenha-se um jogo que conserva as âncoras, mas recalcula o Norte. O grito ainda é rouco, mas já sabe que quer sair da garganta e pousar fora do seu corpo.
Fotografia de Francisco Hartley
“Em de.bu.te, Teresa Esteves da Fonseca — agora Esteves sem Metafísica — não canta para adornar a palavra: canta para a libertar. E ao fazê-lo, instala-nos numa escuta que é pele e pensamento, um entrelugar onde o tempo dobra sobre si mesmo e a alma se revela numa frágil nudez sonora.” – Vítor Rua, Rimas e Batidas
“Não costumo escrever sobre música e suponho que existam códigos que é suposto respeitar. Uma certa lábia. Mas sei que a música, sendo muitas coisas, se não nos atinge, até pode ser boa, mas falha o alvo. Durante o concerto, fui espreitando o público: era uma cambada de atingidos.” – Afonso Reis Cabral, JN
“O bloco mais surpreendente de cançōes do ano não vem dos eixos habituais mas tem origem demarcada. De Arruda dos Vinhos, a metafísica de Teresa Esteves da Fonseca.” – Davide Pinheiro, Mesa de Mistura
“ de.bu.te é um álbum que não se esgota numa primeira audição. Cada faixa pede tempo e atenção, revelando-se em camadas, como fragmentos de uma identidade que se constrói na escuta. É uma estreia que se impõe com sensibilidade, lucidez e voz própria, assinalando o nascimento de um projeto artístico que promete dar que falar.” – Miguel Barra, Rua de Baixo
“de.bu.te não é um disco de consumo rápido. Recusa a pressa e convida à escuta demorada, onde cada detalhe, silêncio e palavra tem o seu tempo certo. É um primeiro passo corajoso, vulnerável e visceral de uma artista que chega com voz própria.“
“de.bu.te de Esteves sem Metafísica é muito mais do que um álbum de estreia: é uma declaração de princípios artísticos, um manifesto de uma geração que cresceu com acesso ilimitado à cultura mundial e que recusa ser limitada por categorias pré-estabelecidas. Teresa Esteves da Fonseca apresenta-nos um trabalho extremamente maduro, reflexivo e corajoso, que honra tanto as influências que a moldaram quanto a sua voz única e experiências pessoais.” – Pedro Ribeiro, MUSICA.COM.PT