Primeiro Ano Do Projeto Monitor Culmina Com Três Concertos No Teatro Aveirense

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Terminado um processo de mentoria que decorreu ao longo do último ano, os músicos selecionados para o MONITOR apresentam-se ao vivo no dia 9 de Setembro, às 21h30, no Teatro Aveirensemema. (Aveiro), Vénus Matina(Aveiro) e Bang Avenue (Viseu) estarão em palco para três concertos que celebram o final de um percurso de aprendizagem, troca de conhecimentos e contacto com os bastidores da indústria musical.

MONITOR é um projeto de mentoria promovido pela Câmara Municipal de Aveiro e o Teatro Aveirense, criado no âmbito da estratégia “Cultura em Tempos de (In)Certeza”, com a qual estas entidades têm procurado responder às dificuldades do setor artístico na atual fase de pandemia. Depois de uma open call que obteve mais de 30 candidaturas de diversos pontos do país, e da posterior fase de seleção, foi iniciado um percurso de capacitação com os três projetos escolhidos que contou com vários especialistas na área da música, num processo que se quis nacional e de otimização da carreira de músicos emergentes, conferindo-lhes uma projeção ampla.

Para além deste percurso de acompanhamento, o MONITOR contemplou ainda a atribuição de uma verba de 2.000€ por projeto, assim como a atuação ao vivo no Teatro Aveirense.

A iniciativa contou na primeira edição com o apoio de 11 especialistas em várias áreas do sector cultural, tendo sido a tutoria adaptada ao grau de conhecimento e desenvolvimento de cada artista/projeto.

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Foto de Marcelo Batista

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Sofia Marques nasceu em Aveiro em 1991 e rapidamente descobriu a música e a tornou parte de si. Em 2006 entra para o Conservatório de Música Calouste Gulbenkian em Aveiro, para aprofundar os seus estudos de guitarra e técnica vocal. Por esta altura começou a compor a solo e daí a gravar e atuar quer em Aveiro quer em Lisboa, onde viveu dois anos.

Mais recentemente, em Berlim, fez parte do coletivo de produtores de eletrónica “Strength in Numbers” (2016), onde iniciou a sua jornada como mema.. Já em Dublin (2016 – 2019), colaborou com vários artistas locais e outros projetos europeus.

Em 2018, começa a explorar sonoridades tradicionais, resultando numa eletrónica pop de tons folk e sabor a sal. mema. conta já com três singles cá fora, “O Devedor”, “Outro Lado” e “Perdi o Norte”, este último tendo sido destacado no programa Rimas e Batidas, de Rui Miguel Abreu (Antena 3) e entrando nas playlists de rádios nacionais como Vodafone FM, Radar FM, entre outras. Para além disso, o tema foi ainda premiado com uma menção honrosa no concurso Novos Talentos Fnac 2020. O seu EP de estreia “Cidade de Sal” saiu a 9 de Outubro e está disponível em todas as plataformas digitais.

mema. foi uma das intérpretes a concurso no Festival da Canção 2021, com o tema “Claro Como Água” com o produtor Stereossauro.

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Foto de Joana Magalhães

Vénus Matina

“Encontrados” num combo de jazz de uma escola de Aveiro, juntam-se com o propósito de conjugar composições e arranjos cuidados a letras cantadas em Português que exploram a articulação de palavras em métricas melódicas com conteúdos que variam entre a temática interventiva e a reflexão pessoal.
Tendo despertado o interesse nas apresentações que vão fazendo, Vénus Matina, gravam dois temas (​Amor al Vã e​ V​ alsa Quebrada ou o Pessimismo em Fuga)​ em colaboração com a A Música Portuguesa a Gostar Dela Própria e são convidados para o palco do mesmo projecto no Festival Bons Sons 2019.
Em 2020, são selecionados para a Bolsa de Grupos da 24a edição do Festival OuTonalidades, projecto promovido pela Associação Cultural D’Orfeu, ao lado de artistas/músicos reconhecidos no panorama nacional e integram o cartaz do evento Cultura em Tempos de (In)Certeza: Ciclo de Concertos, promovido pela Câmara Municipal de Aveiro em conjunto com o Teatro Aveirense.
Também no presente ano distinguem-se como uma das bandas vencedoras do concurso de bandas da Festa do Avante 2020, atuando na mesma, no palco Auditório 1o de Maio.
Os temas originais que apresentam caracterizam-se por uma sonoridade que incorpora influências desde o jazz, fusão, bossa nova, alternativa, bem como incontornáveis nomes da música portuguesa, prevendo para breve o lançamento do primeiro álbum.

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Bang Avenue

É numa avenida solitária em Aveiro que se dá o primeiro encontro de dois jovens beirões, e de onde nascem os Bang Avenue. Tendo backgrounds musicais diferentes, este duo viseense acabou por descobrir um interesse comum na criação de música. Após um ano de experimentação, foi numa semana de acaso no final do verão de 2018 que se encontraram novamente para trabalhar em música, desta vez para os lados do interior do distrito de Coimbra, e onde acabariam por descobrir o seu rumo.
A sua música transporta consigo uma mala recheada de experiências, desde a eletrónica ao noise rock, até ao fundo do psicadélico progressivo, e na captação da natureza, também influenciador da sua mensagem e imagem, embelezando o som sintetizado e alentando temas interventivos ao mundo que nos rodeia.
Atualmente, contam já com um EP, ‘Not an Album’, e dois singles, ‘Up’ e ‘Sum of These Parts’, lançados até à data, estando neste momento a trabalhar no seu 1º álbum.
Bang Avenue têm como objetivo levar a sua música para além da avenida que os juntou e oferecer uma nova experiência vivenciada nas terras portuguesas.