MAZGANI ANUNCIA MAIS DATAS PARA A TOUR DO THE POET’S DEATH

A apresentação do novíssimo disco de Mazgani – The Poet’s Death – continua um pouco por toda a parte, de Londres a Lisboa, de Braga a Loulé.

Em palco Shahryar Mazgani é acompanhado por Vitor Coimbra no baixo, Isaac Achega na bateria, Manuel Dordio na guitarra, e Peixe na guitarra (este último somente nas datas de Ílhavo, Braga e Lisboa)

2 de Dezembro, The Pillbox, Bethnal Green, Londres, Inglaterra
9 de Dezembro, Casa da Cultura de ílhavo
29 de Dezembro, Forum Luisa Todi, Setúbal
18 de Janeiro, Casa da Cultura Teatro Stephens, Marinha Grande
2 de Fevereiro, Theatro Circo em Braga
3 de Fevereiro, CCB Lisboa
3 de Março, Centro de Arte de Ovar
9 de Março, Teatro Municipal da Guarda
24 de Março, Cine-Teatro Louletano, Loulé

“Há quem pratique tai chi chuan ou ioga para descomprimir do frenesim da cidade, há quem faça retiros no campo para desacelerar os dias, há quem procure spas e massagens para oferecer algum sossego ao corpo, há quem se adentre na natureza para ter direito ao silêncio por oposição ao ruído incessante do bulício humano. As canções de Shahryar Mazgani (nascido no Irão em 1975 e chegado a Portugal aos quatro anos, em fuga da Revolução Islâmica de 1979) cumprem um propósito semelhante. São feitas com recursos mínimos, desenvolvidas com lentidão, gravadas sem procurar obsessivamente a perfeição, acolhendo erros e desvios do momento. “É preciso que haja arestas para sermos gente, para sermos indivíduos, para sermos sujeitos”, justifica ao Ípsilon numa altura em que lança o seu quinto álbum, The Poet’s Death (…)

Mazgani armadilha também, com absoluta consciência, a sua própria engenharia de fazedor de canções. Para escrever The Poet’s Death, tentou encontrar novos processos, novos locais onde deixar as palavras emergirem, novas posições na guitarra que os dedos não conheçam de cor. “Uma tentativa de mapear novas geografias interiores”, resume. The Poet’s Death fareja constantemente esses novos rumos, sem ter de fazer um Espectáculo disso, sempre com a graciosidade de quem tenta novos caminhos sabendo que vai chegar ao mesmo sítio. Afinal, Mazgani está convencido de que escreve sempre a mesma canção. Por muito que assuma sempre jeitos diferentes(…).”

Gonçalo Frota, Jornal Público, ****